sábado, 2 de dezembro de 2017

Quando um gato come demais! – Parte I




Nos últimos tempos não tenho escrito artigos porque tenho feito um acompanhamento mais personalizado aos meus gatos. 

Infelizmente eu pensava que ao alimenta-los com a melhor ração, julgava que estava a cuidar da sua saúde.

Porém, com a castração e a vida mais sedentária dos meus gatos, ainda mais quando também estão mais tempo em casa, surge um grande problema que inicialmente julgava não ser muito importante: a obesidade.

Um gato gordinho, até pode nos parecer muito fofinho, mas o certo é que, sem o querermos, estamos a encurtar a sua vida se os deixamos engordar de ano para ano.


Quando ainda são jovens, tudo parece lindo e maravilhoso. Porém, com o passar da idade, a gordura acumulada propicia problemas de saúde graves a nível do coração e do fígado, por exemplo, e sem o imaginarmos, estamos a ceifar a vida dos nossos gatos mais precocemente.

Isto assim a ser dito até parece que estou aqui a alarmar, e eu bem gostaria que assim fosse.

Por isso vou partilhar mais uma vez a minha experiência de vida com os meus gatos, de forma simples e bem clara, como tenho feito ao longo dos últimos artigos.

O que aqui partilho é a realidade e mais nada.

Por isso, vou falar-vos da própria Bia, que mais uma vez será um exemplo que me deu um grande alerta nas últimas semanas.


Da última vez que levei a Bia ao veterinário, ela pesava cerca de sete quilos, o que é muito para as características físicas dela.

Então, a conselho da veterinária, adquiri uma ração de uma marca conceituada no mercado, que é indicada para casos, como este, de obesidade nos felinos. Esta ração dá uma sensação de saciedade nos gatos depois de ingerida, fazendo-os ter menos fome.

Eu julgava que isso era suficiente, colocar a ração e já está. Eles assim emagreceriam sem mais preocupações.

Desde que tenho gatos, sempre tive o errado costume de deixar bastante comida à sua disposição, pois com a azáfama do dia a dia, podia esquecer-me de deixar-lhes a comida suficiente. Assim sendo, antes de sair de casa, deixava sempre cheia a tacinha da comida deles.

Isso é um péssimo hábito para os gatos, porque quando eles estão sozinhos, alguns deles dedicam-se a passar o tempo a comer.


E para além disso, há outro pormenor que nos escapa: acabamos por não saber quem come ou quem não come, a quantidade de vezes que se alimentam e a quantidade de comida que ingerem.

Esses pormenores de alimentação são muito importantes porque, quando acontece algum problema de saúde com os nossos gatos, algumas das perguntas que o veterinário logo nos faz é: - O seu gato tem se alimentado normalmente?

Parece uma pergunta simples, mas não é. Geralmente um gato, quando está doente, começa a comer menos ou até deixa de comer. Se temos vários gatos e com comida à disposição de todos, o que acontece é que ficamos sem saber se algum deles tem comido ou não. E uma doença que poderia ser descoberta precocemente, acaba por progredir ao ponto de depois, quando sinalizada, já ser tarde demais para ser curada.

Uma das coisas que temos de monitorizar nos nossos gatos é esse sinal que eles nos dão em meio à nossa vida agitada do quotidiano. 

Um gato gosta de fazer-se forte e, por vezes, o único sinal que ele nos dá é esse:  começa a comer menos ou até deixa de comer!

E quando um gato gordinho começa a comer menos ou deixa de comer, o fígado dele começa a trabalhar mais depressa para ir buscar às gordurinhas que tem, o que falta na alimentação. E então eis que todo o organismo do gato começa a entrar em colapso e, se não for descoberto a tempo, pode ser fatal.


Mas não é esse o único perigo que os gatos gordinhos estão sujeitos.

Infelizmente, há alguns dias, a minha Bia se desequilibrou e caiu ao descer de uma mesa. Tudo parecia bem depois da queda pois ela se levantou, continuou a andar e a alimentar-se como se nada tivesse acontecido. 

Porém, passadas algumas horas, ela ao fazer a sua higiene diária, parou e deitou-se, começando a miar de uma forma aflitiva.

Em todos estes anos de partilha de vida com os meus gatos, nunca ouvi um miado assim de dor como o da minha Bia nesse triste dia.

Ela olhava para mim, miando e bufando aos outros gatos da casa. 

Ela bufava aos outros gatos da casa, porque ela não os queria por perto. Como o caso que partilhei há alguns meses da Diana Riscas, o primeiro sinal de que algo não está bem num gato, é a sua alteração de comportamento. Quando um gato amistoso com os seus companheiros, deixa de o ser, algo se passa e pode ser muito grave.

Quando um gato deseja estar isolado dos outros é, por vezes, uma tentativa de se proteger.

No caso da Bia, como ela se magoou, para que os outros gatos não se aproximassem dela, bufar e rosnar aos outros gatos, foi a sua maneira de se defender deles.

Então diante do seu sofrimento, agarrei na minha Bia e levei-a de imediato ao veterinário. No consultório, após um exame pormenorizado, o que foi constatado é que ela se magoou numa das suas patas traseiras, fez uma espécie de luxação muscular.


(Continua no próximo artigo)



Dado este assunto ser muito longo e importante, dividi este artigo em várias partes que serão publicadas nos próximos dias. Para acompanhar os próximos artigos, convido-lhe a tornar-se seguidor deste blogue e da página do livro "Bia por um triz" em 

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Até o próximo artigo e beijinhos da Bia!

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