sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Feliz Natal da "Bia por um Triz"


Foi no dia 21 de dezembro de 2013 que adotamos a Bia. Faz quatro anos que a Bia tornou-se a nossa filhinha felina.

Adotar um animal é começar uma caminhada de amor que será construída ao longo de vários anos. 

Por vezes, pensamos que basta dar-se uma prenda e já está.

Porém, os gatos ensinaram-me que existem prendas eternas que vão-se abrindo aos poucos, sendo desembrulhadas ao longo de anos, após uma convivência de efetiva partilha de amor e perdão.


O Natal convida-nos a fazer as pazes com os outros e connosco mesmo. E os animais ensinam-nos que nada adianta andarmos à procura de sinais exteriores de festa ou de alegria.

O que torna um gato feliz?

O que nos torna realmente felizes?


O Jordan foi adotado já em adulto. Quando veio para a nossa casa, ele ficava a um canto, meio desconfiado e quase que apático a tudo o que se passava à sua volta.

Julgava que o Jordan seria um gato independente e que pouco ligaria à convivência com os humanos. Tinha comida, água e o conforto de um lar, mas precisava de tempo.


Precisava de tempo para amar e retribuir o seu amor pelos humanos.

E passados dois anos, o Jordan foi interagindo e acreditando.

A amizade não se faz de um dia para o outro. É preciso tempo!


E aos poucos o Jordan foi se deixando amar, e lentamente também foi pedindo os seus mimos e o seu momento com os seus tutores.

Por vezes, nesta vida, temos pressa em construir amizades, sentimentos e opiniões.

Porém, a vida e o tempo entrelaçam-se e aos poucos são tecidas as verdadeiras emoções no coração.

Por isso, este Natal também poderá ser mais uma oportunidade para fortalecermos os laços com os nossos amigos, com os nossos familiares e como quem mais amamos.

Não será apenas num dia que tudo fica construído e edificado. É preciso repetirmos este Natal todos os dias do ano, como que se o espírito Natalício vivesse sempre, sem morrer no dia 26 de dezembro, com as casas vazias e as mesas cheias de solidão novamente.


O conselho da "Bia por um triz" para este Natal é que faças deste dia, um tempo eterno que será repetido todos os dias, no decorrer dos meses, atravessando os anos, encurtando distancias, fortalecendo os laços com quem amas não apenas por um dia, mas para todo o sempre!

“Bia por um Triz” deseja-lhe Feliz Natal!

E Não se esqueça: - “Seja Feliz e faça feliz quem mais amas!”




sábado, 16 de dezembro de 2017

Sobre a Autora Rosária Grácio



Rosária Grácio nasceu em 1965 em Angola. Desde criança manifesta interesse por ler e escrever histórias, e igualmente dedica-se à pintura e ao desenho artístico. Com apenas seis anos, ganha o Concurso de Natal de 1971, promovido pela Petrangol em Luanda, na Modalidade “A Melhor Carta ao Menino Jesus”. 


Em Portugal, desde 1990, realizou várias exposições de pintura especialmente por terras transmontanas de 1991 a 1999. Para cada um dos seus quadros, Rosária Grácio, sempre fez questão de lhes anexar um breve poema que a autora considera ser a alma e a personalidade das suas obras. Para alguns desses poemas, Rosária Grácio tem feito pequenos filmes com as imagens das respetivas obras no seu canal do Youtube - www.youtube.com/c/RosáriaGrácio.


Em 2015, licenciou-se em solicitadoria. Por essa altura, por causa de uma deficiência visual progressiva optou por voltar a colocar a arte em sua vida.

Com o marido Paulo Caetano nasce o Gráccio Caetano Atelier, realizando duas exposições de pintura em 2016 no Porto. A pintura Gráccio Caetano tem um caráter tridimensional, permitindo que seja também tocada por pessoas com deficiência visual. Os seus trabalhos podem ser melhor conhecidos em www.gracciocaetano.com.


Atualmente, Rosária Grácio também se dedica a escrever histórias, baseadas em experiências pessoais, porque a vida é sempre a melhor contadora de histórias.

Em julho de 2017 publica o livro “BIA POR UM TRIZ”, uma história baseada em factos reais, mais precisamente, a partir da história de uma das gatas da autora: Bia. Aliás, a Bia foi o modelo usado para as ilustrações feitas por Gráccio Caetano para este livro. 


Para desmitificar muitos dos mitos que ainda existem sobre a personalidade dos gatos, Rosária Grácio também criou um blogue dedicado à "Bia por um Triz" - livrobiaporumtriz.blogspot.pt - onde partilha um pouco da convivência com os seus gatos em sua vida. 


Na vertente da poesia, um dos meus poemas foi selecionado para fazer parte da Antologia de Poesia "Entre o Sono e o Sonho" - Volume 8 – 2017, da Chiado Editora, cuja a apresentação se realizou no dia 30 de setembro de 2017 no Teatro Tivoli BBVA em Lisboa. O poema selecionado tem o título de "Nas ruas virtuais da solidão…"  onde a autora colocou um pouco do que é o sonho em mãos que avançam ou que se deixam parar pelo sono. Este poema foi escrito há cerca de dois anos, quando me deparava com esta luta diária na readaptação à sua deficiência visual progressiva.

Para além da poesia e de histórias para crianças, a autora Rosária Grácio também tem vários escritos que aos poucos serão colocados neste blogue e alguns deles serão publicados no seu canal de Youtube em formato de pequenos filmes.

Para saber mais sobre a deficiência visual de Rosária Grácio conheça o seu blogue - vercombengalaverde.blogspot.pt - onde a autora partilha um pouco das suas dificuldades como deficiente visual. 









Amar é cuidar do outro com ações concretas!


O que é amar? O que é cuidar do outro?

Estamos a nos aproximar do Natal e mais uma vez, uma onda de solidariedade e de amor inunda a terra inteira. Parece que nesta altura, tudo parece mais leve e mais alegre. 

Mas o amar e o cuidar do outro é algo que também tenho aprendido com os meus gatos.

Nesta semana em que senti uma dor na coluna tive de estar mais parada. E para além disso, o frio e a chuva convidava-me a estar mais na cama, especialmente para me dedicar a escrever as minhas histórias e poemas.

Os gatos como sempre, estão muito atentos aos pormenores do que se passa à sua volta, especialmente quando sentem que o seu tutor está doente, e o seu comportamento e interação nessas alturas tem me surpreendido cada vez mais.


A Bia é uma gata que logo nos vem à cama dar as suas turrinhas e mimos de manhã. Aconchega-se junto ao nosso corpo, aquecendo-nos e deixa-se estar enquanto não levantarmos da cama.


A Diana Riscas, por sua vez, fica um pouco enervada quando eu fico para além da hora na cama. Quando não levanto, para além dos seus constantes miados, lambe-me a cara, patinha encima do meu corpo e faz de tudo para que eu acorde. Por vezes, tenho de lhe deixar entrar dentro dos lençóis para assim acalmar e dizer-lhe que tudo está bem comigo.

O Jordan é um gato mais prático e precisa de me ver de pé. Enquanto não levantar nem que seja para lhe dar comida ou fazer mimos, insiste para que me levante.

Depois de me levantar, há que fazer algo para comer tomar a medicação e até fazer qualquer tarefa da casa.

A Bia mal me vê sair da cama, levanta-se e sai também. Após comer um pouco lá vai tomar o seu banho de sol matinal.


A Diana Riscas acompanha-me pelos cantos da casa, dando turrinhas e até tenho de ter um certo cuidado para não tropeçar nela.

Então, o Jordan começa a correr pela casa como que satisfeito por tudo voltar à normalidade.

O que aprendo aqui é que os gatos não gostam de se vergar à doença. 

A Bia, ainda tem certa dificuldade com a tal patinha que ficou dorida com a queda, mas nunca se deixou ficar parada. Vai andando e fazendo a sua rotina, especialmente subindo para a cômoda da sala, onde fica ao sol durante grande parte da manhã.

E ao fim da tarde quando tenho de voltar a me deitar por causa das dores nas costas, eles lá vem todos para cima da cama, aninhando-se a mim, adormecendo enquanto me dedico à escrita nos meus blogues.

O que é amar? Penso que amar é esse acompanhar a rotina do outro, interagindo concretamente aceitando as suas fragilidades pois não somos todos iguais e os gatos, felizmente também não, tendo cada qual a sua forma de interagir com o seu tutor. 

Assim aprendo com os meus gatos que é preciso lidar com a doença e com a saúde, com a mesma força de vencer e caminhar todos os dias, aproveitando ao máximo o que podemos fazer, dia após dia.

Beijinhos da Bia e até o próximo artigo!


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A melhor forma de ajudar os animais é adotando-os!

(Rosária Grácio)

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Quando um gato come demais! – Parte II





Quando o veterinário tocava numa das patas da Bia, ela miava de forma muito aflita como que a mostrar que era ali que doía.

Mais uma vez, o veterinário alertou-me do seu excesso de peso, e que infelizmente, as quedas iriam acontecer mais vezes se ela não regularizasse o seu peso.

Apesar de dizer que já lhe estava a dar a tal ração própria para os gatos obesos, o veterinário alertou-me que isso não seria suficiente.

E para me mostrar que a Bia ainda estava obesa, apesar da tal ração especial, o veterinário fez questão de pesar a Bia, e então constatou-se que, afinal ela mantinha o seu peso de alguns meses atrás.

Por momentos, não percebi o que afinal havia falhado, mas à medida que fui conversando com o veterinário, mais e mais fui percebendo em que deveria mudar para ajudar a minha Bia. 


O veterinário alertou-me de que se ela não perdesse peso, mais e mais estaria sujeita a estas quedas, pois os gatos gordinhos tendem a perder um pouco a força e o equilíbrio por causa do seu peso excessivo.

Neste momento, foi uma das patas, e se mais tarde afetar algo pior?

Um gato obeso desequilibra-se com mais facilidade porque não consegue ter a mesma agilidade que tem um gato com o seu peso normal.

As quedas podem acontecer com muita regularidade e cada vez mais perigosas, especialmente se os gatos forem mais velhos e consequentemente mais frágeis.

Por isso, dar a tal ração de controle de peso e continuar a colocar a comida à disposição não é o bastante se quisermos que os nossos gatos percam peso.

É preciso que os gatos, aos poucos, sejam reeducados na sua alimentação.

Por isso, o facto de haver ali sempre ração para ele ir comer, as vezes que quiser, é um hábito muito prejudicial que eu, estava a incutir aos meus amados gatos.

Os gatos gostam de rotinas e criam hábitos com facilidade. Se eles se habituam a uma rotina de alimentação sem regras, isso irá conduzi-los à obesidade.


Nem todos os gatos têm tendência à obesidade. A minha Lady sempre foi uma gata no peso ideal e tinha a comida à disposição. Como já disse em artigo anterior, cada gato é um gato e assim sendo, nem todos os gatos são propensos à obesidade.

Alerto que nunca comece a fazer seja o que for na alimentação do seu gato, sem primeiro consultar um veterinário.

Toda e qualquer alteração de alimentação tem de ser orientada por um veterinário.

Nem todos os gatos precisam ser reeducados e nem todos precisam perder peso. É sempre o veterinário que deve dizer e nos orientar nessa necessidade de mudança alimentar nos nossos gatos.

No caso da Bia, o ideal será que a sua alimentação seja doseada na medida das suas necessidades, assim tal como nós devemos fazer com a nossa alimentação.

Ao falar com o veterinário, aos poucos fui percebendo o que devia mudar no meu comportamento de alimentar a Bia para que ela também assim pudesse comer na medida das suas necessidades sem excesso.

Por isso, o veterinário deu-me um copinho de plástico com a indicação de uma medida que é o suficiente de porção de comida para dar à Bia por quatro vezes ao dia.


Escolhi quatro vezes ao dia porque é sempre melhor que um gato tenha uma alimentação mais doseada ao longo dia. Assim como nós humanos, é sempre melhor comer pouco várias vezes ao dia do que muito em poucas vezes ao dia.

No entanto, pode ser três ou até duas, caso não possamos faze-lo.

E para além disso, depois de comer, a ração tem de ser guardada, para que ela não fique visível, e assim, aos poucos a Bia e os demais gatos da casa se habituem a comer apenas em determinadas horas e não todas as vezes que têm vontade.

Isso até parece difícil de fazer, ainda mais se temos uma vida diária agitada. O ideal seria dar-lhes alimentação especialmente ao mesmo tempo que nós estamos em casa, também a nos alimentar, para que assim possamos ver quem come e quem não come.


E depois, outro pormenor importante, é que cada gato deve ter a sua tijela com a sua dose certa. Se cada gato comer na sua própria tigela, sabemos também quanto cada um deles come e se está a comer menos ou mais do que é habitual. Esse pormenor também é muito importante, porque indica-nos logo se o gato está a ter algum problema de saúde, como já referi anteriormente.

Após estes conselhos de alimentação, a Bia foi medicada por causa da dor da sua pata magoada, sendo prescrito que nos três dias posteriores também terei de lhe dar um comprimido em casa, para continuar o tratamento. 

O que se espera é, que após este tratamento, aos poucos a sua pata melhore, porque senão, só com um raio-X é que será possível despistar-se outros problemas.

Contudo, após esta medicação e passados alguns dias, tenho notado que a Bia já não mia com tanta aflição. Já tenta andar mais vezes, pois os gatos são lutadores e não desistem fácil. Quando coloca a pata com mau jeito no chão, ela mia de dor, mas já sem tanta aflição.

Neste momento, tenho doseado a alimentação a todos os meus gatos de forma que não comam em demasia. 

Ao mudar a minha forma de alimentar os meus gatos, conforme me foi dito pelo veterinário, observei que a Bia realmente tem uma propensão para comer muito de uma só vez. Ela é capaz de comer a sua dose de ração de uma só vez. Penso que descobri assim, de uma forma muito dolorosa, que a Bia não consegue resistir à comida. Ela gosta muito de ração seca, mas também come facilmente bife de frango ou peixe cozido com grande apetite.


A questão de comer em demasia agrava-se mais pelo facto da Bia ser muito calma e pouco dada a ter atividade física.

Ela tem os seus hábitos, de todos dos dias de ir saltar à janela, e depois ficar esticada na mesa para apanhar sol. Mas para além disso, é capaz de encostar-se a mim, enquanto escrevo no computador, como agora está, e assim ficar por várias horas seguidas.

A falta de atividade também propicia a sua obesidade. 

Para além disso, a Bia tem uma personalidade muito calma e pouco dada a brincar com os outros gatos da casa. Como já disse em um artigo anterior, a única companheira que aceitou a seu lado para uma vida mais dinâmica era a sua amiga Lady, que infelizmente faleceu. A partir dessa perda, a Bia não aceita estar ao lado dos outros gatos com mais intimidade.


À medida que os anos passam, em que vou compartilhando, mais e mais a minha vida com os gatos, percebo que adotar um animal de estimação, especialmente um gato não é apenas dar-lhe comida, água e uma casa.

Para mim, adotar um animal é adotar uma eterna criança, e por isso devo estar preparada para aprender com eles, a melhor maneira de os adotar com verdadeira responsabilidade.

Nesta altura do Natal, por vezes, pensa-se em dar-se um animal de estimação, pois pensamos que dar-lhe abrigo e alimentação será suficiente.

Porém, adotar um animal exige mais do que bens materiais.

Para além de satisfazermos as suas necessidades de alimentação e de abrigo há que lhe fazer companhia e dar-lhe afeto. E para além de tudo isso, há que estar preparado para prestar-lhe atenção ao seu comportamento, ajudando-o a preservar a sua saúde, ensinando-o a criar hábitos saudáveis.

Por isso, deixo aqui mais esta partilha de vida com os meus gatos e espero que isso ajude a outras pessoas que têm animais de estimação a perceber melhor as suas fragilidades.

No próximo artigo irei falar de mais um mito associado aos gatos: a sorte ou a tal falta de sorte que ainda há quem associe aos gatos, especialmente aos gatos pretos. Ainda mais com a chegada de fim de ano em que as superstições inundam o nosso modo de vestir ou de agir, valerá a pena falar deste mito, partilhando como sempre, a minha experiência de vida com os meus gatos.


Até o próximo artigo com muitos beijinhos da Bia!



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(Rosária Grácio)

sábado, 2 de dezembro de 2017

Quando um gato come demais! – Parte I




Nos últimos tempos não tenho escrito artigos porque tenho feito um acompanhamento mais personalizado aos meus gatos. 

Infelizmente eu pensava que ao alimenta-los com a melhor ração, julgava que estava a cuidar da sua saúde.

Porém, com a castração e a vida mais sedentária dos meus gatos, ainda mais quando também estão mais tempo em casa, surge um grande problema que inicialmente julgava não ser muito importante: a obesidade.

Um gato gordinho, até pode nos parecer muito fofinho, mas o certo é que, sem o querermos, estamos a encurtar a sua vida se os deixamos engordar de ano para ano.


Quando ainda são jovens, tudo parece lindo e maravilhoso. Porém, com o passar da idade, a gordura acumulada propicia problemas de saúde graves a nível do coração e do fígado, por exemplo, e sem o imaginarmos, estamos a ceifar a vida dos nossos gatos mais precocemente.

Isto assim a ser dito até parece que estou aqui a alarmar, e eu bem gostaria que assim fosse.

Por isso vou partilhar mais uma vez a minha experiência de vida com os meus gatos, de forma simples e bem clara, como tenho feito ao longo dos últimos artigos.

O que aqui partilho é a realidade e mais nada.

Por isso, vou falar-vos da própria Bia, que mais uma vez será um exemplo que me deu um grande alerta nas últimas semanas.


Da última vez que levei a Bia ao veterinário, ela pesava cerca de sete quilos, o que é muito para as características físicas dela.

Então, a conselho da veterinária, adquiri uma ração de uma marca conceituada no mercado, que é indicada para casos, como este, de obesidade nos felinos. Esta ração dá uma sensação de saciedade nos gatos depois de ingerida, fazendo-os ter menos fome.

Eu julgava que isso era suficiente, colocar a ração e já está. Eles assim emagreceriam sem mais preocupações.

Desde que tenho gatos, sempre tive o errado costume de deixar bastante comida à sua disposição, pois com a azáfama do dia a dia, podia esquecer-me de deixar-lhes a comida suficiente. Assim sendo, antes de sair de casa, deixava sempre cheia a tacinha da comida deles.

Isso é um péssimo hábito para os gatos, porque quando eles estão sozinhos, alguns deles dedicam-se a passar o tempo a comer.


E para além disso, há outro pormenor que nos escapa: acabamos por não saber quem come ou quem não come, a quantidade de vezes que se alimentam e a quantidade de comida que ingerem.

Esses pormenores de alimentação são muito importantes porque, quando acontece algum problema de saúde com os nossos gatos, algumas das perguntas que o veterinário logo nos faz é: - O seu gato tem se alimentado normalmente?

Parece uma pergunta simples, mas não é. Geralmente um gato, quando está doente, começa a comer menos ou até deixa de comer. Se temos vários gatos e com comida à disposição de todos, o que acontece é que ficamos sem saber se algum deles tem comido ou não. E uma doença que poderia ser descoberta precocemente, acaba por progredir ao ponto de depois, quando sinalizada, já ser tarde demais para ser curada.

Uma das coisas que temos de monitorizar nos nossos gatos é esse sinal que eles nos dão em meio à nossa vida agitada do quotidiano. 

Um gato gosta de fazer-se forte e, por vezes, o único sinal que ele nos dá é esse:  começa a comer menos ou até deixa de comer!

E quando um gato gordinho começa a comer menos ou deixa de comer, o fígado dele começa a trabalhar mais depressa para ir buscar às gordurinhas que tem, o que falta na alimentação. E então eis que todo o organismo do gato começa a entrar em colapso e, se não for descoberto a tempo, pode ser fatal.


Mas não é esse o único perigo que os gatos gordinhos estão sujeitos.

Infelizmente, há alguns dias, a minha Bia se desequilibrou e caiu ao descer de uma mesa. Tudo parecia bem depois da queda pois ela se levantou, continuou a andar e a alimentar-se como se nada tivesse acontecido. 

Porém, passadas algumas horas, ela ao fazer a sua higiene diária, parou e deitou-se, começando a miar de uma forma aflitiva.

Em todos estes anos de partilha de vida com os meus gatos, nunca ouvi um miado assim de dor como o da minha Bia nesse triste dia.

Ela olhava para mim, miando e bufando aos outros gatos da casa. 

Ela bufava aos outros gatos da casa, porque ela não os queria por perto. Como o caso que partilhei há alguns meses da Diana Riscas, o primeiro sinal de que algo não está bem num gato, é a sua alteração de comportamento. Quando um gato amistoso com os seus companheiros, deixa de o ser, algo se passa e pode ser muito grave.

Quando um gato deseja estar isolado dos outros é, por vezes, uma tentativa de se proteger.

No caso da Bia, como ela se magoou, para que os outros gatos não se aproximassem dela, bufar e rosnar aos outros gatos, foi a sua maneira de se defender deles.

Então diante do seu sofrimento, agarrei na minha Bia e levei-a de imediato ao veterinário. No consultório, após um exame pormenorizado, o que foi constatado é que ela se magoou numa das suas patas traseiras, fez uma espécie de luxação muscular.


(Continua no próximo artigo)



Dado este assunto ser muito longo e importante, dividi este artigo em várias partes que serão publicadas nos próximos dias. Para acompanhar os próximos artigos, convido-lhe a tornar-se seguidor deste blogue e da página do livro "Bia por um triz" em 

www.facebook.com/livroBiaporumTriz

Até o próximo artigo e beijinhos da Bia!